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Quem somos
Nós somos um coletivo literário chamado Uma casa toda nossa. Um coletivo que abre as portas para mulheres e pessoas não binárias que escrevem e vêm nos visitar. Acolhemos e espalhamos as palavras dessas escritoras no mundo por meio de um trabalho em grupo, colaborativo, independente e livre para fazer escolhas, do jeito que der na nossa telha. Conheça um pouco mais de nós e do caminho que percorremos até aqui.
Nossa história
Tudo começou em 2018, quando formamos um grupo na internet para conversar sobre a arte das palavras, especialmente sobre a escrita feita por mulheres, e nos fortalecermos como escritoras. Também fazia parte da nossa missão nos encorajarmos a sair da nossa casa, do nosso espaço privado da escrita, e ocupar o espaço público da literatura. Ainda em 2018, nosso grupo virtual resolveu criar um livro de contos. Nós podíamos contar qualquer história, desde que a protagonista fosse uma mulher e fugisse dos estereótipos já tão batidos e que não cabem mais em nossos corpos.

Nosso propósito

No ensaio "Um teto todo seu", Virginia Woolf fala sobre os desafios, de diversas ordens, que as mulheres um dia tiveram (e de certa forma ainda temos) de enfrentar para conseguir escrever e participar do meio literário em uma sociedade patriarcal. Ela fala também que uma mulher precisa ter dinheiro e um teto todo seu para poder escrever livremente. Somos um coletivo que abre as portas para mulheres que escrevem e vêm nos visitar. Acolhemos e espalhamos as palavras dessas mulheres no mundo por meio de um trabalho em grupo, colaborativo, independente e livre para fazer escolhas, do jeito que der na nossa telha. Em busca desse ideal nós construímos, tijolo por tijolo e palavra por palavra, o nosso primeiro livro de contos. Porém, essa experiência foi tão empolgante que nossa casa virou um lar, um espaço literário para receber a visita constante de outras mulheres e suas palavras. Nós viramos o coletivo Uma casa toda nossa.
O Coletivo

Carolina Sueto Moreira, ou Karol, como prefere, nasceu e vive em Belo Horizonte. Herdou da mãe a paixão por Chico Buarque e pela música italiana, e do pai, os traços japoneses. Começou a escrever aos 9 anos, mas fez uma longa pausa quando a vida adulta chegou. Formada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, foi durante muitos anos professora de português e redação. Hoje, trabalha com revisão de textos e produção de material didático. É amante de boas histórias, boas conversas, café, paçoquinha e molho de tomate.
KAROL SUETO MOREIRA
Adora contar histórias, seja nas letras, seja no audiovisual, porque acredita que a imaginação pode mudar a realidade. Se graduou em Cinema na UFSC e fez cursos de escrita literária, leitura crítica e de mercado editorial, sempre querendo navegar nos mares que a ficção pode proporcionar. Na literatura, é autora da novela epistolar “A Gaveta de Aurélia”, contemplado no edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2017, e de contos nas coletâneas organizadas pelo coletivo “Uma casa toda nossa”, do qual faz parte. No cinema, trabalha como roteirista, produtora e diretora.
SAMARA HARTT


Tem a pele seca, a boca rachada e ama o sol porque é uma calanga de Brasília. Há alguns anos, ela se mudou para Belo Horizonte, mas o seu nariz continua servindo apenas para enfeitar. Sendo assim, usa um piercing em cada lado dele e respira pela boca. Imaginava que um dia se tornaria uma dançarina, mas acabou entrando no ritmo de produção de notícias, após se formar em comunicação social na UnB. Sempre balançando entre a literatura e o jornalismo, fez 4 especializações. A primeira foi em jornalismo literário, pela ABJL, para a qual escreveu uma grande reportagem publicada, entre outros textos de colegas, no livro “Jornalistas literários: narrativas da vida real produzidas por novos autores brasileiros”, que saiu pela editora Summus. A segunda foi em “Processos criativos em palavra e imagem”, pela PUC-Minas. A terceira, em “Imagens e culturas midiáticas”, pela UFMG. Especializou-se também em “Revisão de textos”, pela PUC-Minas, e desde 2015 também trabalha nessa área. Além disso, é viciada em oficinas de teoria e análise literárias e de escrita criativa. É moradora de “Uma Casa Toda Nossa”, um coletivo de mulheres que escrevem e produzem literatura, e tem contos publicados em livro de coletâneas do próprio coletivo e em fanzines.
BEL DE ASSIS
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