Produtividade sim, mas a qualquer custo não
Atualizado: 5 de out.
Nicole Ayres

Se a gente não tomar cuidado, a vida vira uma grande checklist. Vivemos numa sociedade que nos cobra produtividade a qualquer custo e a todo momento. No debate do evento “Literatura Feminina e Saúde Mental”, que apresentei no Centro Cultural Justiça Federal com as amigas Carolina Pessôa e Beatriz Ras no dia 06/09 (e que vamos repetir em 2026), surgiu uma pergunta interessante: “Como não enlouquecer numa sociedade tão tóxica como a nossa?”.
É difícil, mas creio que podemos adotar algumas estratégias para “burlar o sistema”. Fazer as coisas no nosso próprio ritmo, com as devidas pausas, exercício físico, sono de qualidade e boa alimentação, por exemplo. É claro que isso não é possível pra todo mundo. Infelizmente. Por motivos financeiros, familiares, etc. Mas a gente tenta.
Quantas vezes você não se sentiu culpada/o por não estar trabalhando/estudando, fazendo alguma coisa “útil”? Se você não é herdeira/o, aposto que conhece essa sensação.
Eu adoro agendas e planners, planejo o dia, anoto tudo, avalio o que aconteceu, o que rendi, como me senti. Mas recentemente tive a experiência de não planejar nem registrar como foi o dia por quase uma semana. E isso foi uma libertação pra mim. Porque fiz o que precisava fazer, lembrei de todos os meus compromissos e percebi que não dependo da agenda. Depois voltei a anotar porque gosto, me ajuda, porém quando não consigo tento não me culpar.
Existem ótimas maneiras de sair da “roda de hamster”: o yoga e a dança são essenciais pra mim. A literatura, então, nem se fala, pois tanto a leitura quanto a escrita nos ajudam a suspender o tempo.
E você? Acha que consegue ter uma rotina equilibrada, procrastina demais ou se cobra além da conta? Me conta nos comentários!
Nicole Ayres é carioca, professora de francês, escritora, Doutoranda em Literatura Comparada pela UFF e membra do coletivo Escreviventes. Autora dos livros Dançando na Varanda (autobiográfico) e Cuidado! Frágil! (poesia), além de outras obras em coletânea (Instagram: @sentimentosemcompotas).



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